Programa - Roda de Saberes - RS01 - Mostra audiovisual
28 DE MAIO | QUINTA-FEIRA
13:45 - 16:15
13:45 - 16:15
APODI LIVRE: MULHERES, QUINTAIS E AGROECOLOGIA
Outras linguagens
1 UFPR
2 Coletivo Caroá
3 PUC/SP
4 EFA JAGUARIBANA
5 Fiocruz Ceará
Processo de escolha do tema e de produção da obra
O documentário "Apodi Livre: Mulheres, Quintais e Agroecologia" foi produzido no âmbito do Projeto Territórios Livres, desenvolvido pela Associação Brasileira de Agroecologia, com apoio da Fundação Heinrich Böll. A obra surge da necessidade de registrar e difundir as experiências de mulheres agricultoras e artesãs da Chapada do Apodi, território marcado por conflitos socioambientais relacionados à expansão do agronegócio e ao uso intensivo de agrotóxicos.
A escolha do tema foi orientada pela escuta de mulheres agricultoras, lideranças e técnicas de organizações socias que vêm denunciando os impactos associados ao avanço do modelo de produção agrícola convencional. Ao mesmo tempo, essas mulheres constroem, em seus quintais produtivos, práticas agroecológicas que se afirmam como estratégias de cuidado com a saúde, preservação ambiental e garantia da soberania alimentar.
O processo de produção do documentário buscou valorizar metodologias participativas e sensíveis, centradas na escuta e no protagonismo das próprias mulheres. As filmagens foram realizadas em seus espaços de vida e trabalho, registrando práticas de cultivo, produção artesanal, manejo da biodiversidade e organização comunitária. A narrativa audiovisual foi construída a partir de seus relatos, articulando denúncia das injustiças socioambientais vivenciadas no território e anúncio de práticas agroecológicas que promovem saúde, autonomia e resistência.
Objetivos
O documentário tem como objetivo principal dar visibilidade às experiências de mulheres agricultoras da Chapada do Apodi que articulam agroecologia, cuidado com a saúde e defesa do território.
Destaca-se:
* Evidenciar as relações entre saúde, ambiente e modos de produção agrícola na Chapada do Apodi;
* Registrar as narrativas de mulheres agricultoras sobre os impactos socioambientais associados ao avanço do agronegócio e uso de agrotóxicos;
* Valorizar os quintais produtivos como espaços de promoção da saúde, produção de alimentos saudáveis e conservação da agrobiodiversidade;
* Contribuir para o debate sobre justiça ambiental, soberania alimentar e direitos das populações rurais;
* Fortalecer a visibilidade das práticas agroecológicas protagonizadas por mulheres como alternativas ao modelo agroindustrial dominante.
Ano e local da produção
2024, Chapada do Apodi - Ceará
Descrição da produção
"Apodi Livre: Mulheres, Quintais e Agroecologia" reúne relatos de mulheres agricultoras e artesãs que vivem e produzem na Chapada do Apodi. O documentário apresenta suas experiências cotidianas nos quintais produtivos, espaços onde se articulam práticas de cultivo diversificado, manejo agroecológico, produção de alimentos e estratégias de geração de renda. Ao longo da narrativa, as protagonistas compartilham suas histórias de vida e de luta pela permanência no território, denunciando os impactos ambientais e os riscos à saúde associados à expansão do agronegócio na região, especialmente aqueles relacionados ao uso intensivo de agrotóxicos e à contaminação de solos, águas e alimentos.
A linguagem audiovisual combina entrevistas, registros do cotidiano agrícola, paisagens da Chapada do Apodi e imagens dos quintais produtivos, compondo uma narrativa que evidencia a relação entre território, saúde e agroecologia. Associado à falas de profissionais e técnicas que atuam na região.
No momento, o documentário está no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=0ZtUmAAsVDo
Análise crítica da obra relacionada ao tema do congresso
O documentário dialoga diretamente com os debates sobre saúde, trabalho, ambiente e gênero, quando denuncia modelos de desenvolvimento rural baseados na monocultura e no uso intensivo de agrotóxicos produzem impactos significativos sobre o território e sobre a saúde comunitária. Desse modo, ao trazer as vozes de mulheres agricultoras da Chapada do Apodi, a obra evidencia a dimensão territorial e social dos processos de adoecimento relacionados à degradação ambiental, ao mesmo tempo em que destaca experiências concretas de resistência e produção de alternativas. Nesse contexto, os quintais produtivos emergem como espaços de promoção da saúde, produção de alimentos saudáveis, preservação da biodiversidade e fortalecimento da autonomia das mulheres.
CÂNCER UM "EFEITO COLATERAL" PREVISTO EM LEI?
Outras linguagens
1 Cesteh/ Ensp/ Fiocruz
2 Cesteh/ Ensp/ Fiocruz; UNISUAM
3 Cesteh/ Ensp/ Fiocruz; UFRJ
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Este resumo apresenta um vídeo cujo tema central: a exposição a benzeno e regulamentações brasileiras apresenta atualidade e urgência.Este vídeo foi produzido com inteligência artificial, utilizando metáforas para criar a consciência da gravidade desta exposição química e alertar para possível aceitação oficial de um risco evitável.
Objetivos
Tem como objetivo utilizar ficção para denunciar o risco da flexibilização normativa da exposição ao benzeno, reafirmando que, o único limite aceitável é a busca pelo risco zero.
Ano e local da produção
Este vídeo foi produzido em 2026, no Rio de Janeiro.
Descrição da produção
Vídeo foi produzido com inteligência artificial, utilizando metáforas para criar a consciência da gravidade desta exposição química e alertar para possível aceitação oficial de um risco evitável.
Análise crítica da obra relacionada ao tema do congresso
Benzeno ataca a medula óssea, dado seu potencial carcinogênico comprovado (Grupo 1, IARC); não existe nível de exposição seguro.
Diferente de um limite comum, Valor de Referência Tecnológico, VRT, obriga melhoria tecnológica. Como um parâmetro tecnicamente exequível, não representa um "teto seguro", mas referência para redução progressiva. O VRT reconhece explicitamente que o cumprimento do valor não exclui risco à saúde, garante que trabalhadores adoecidos tenham nexo causal admitido mesmo sob concentrações regulares.
Desde implementação do VRT no Brasil, 1995, fruto de negociação entre governo, trabalhadores e empregadores, a literatura indica que os processos industriais relacionados a produção ou utilização do benzeno foram acompanhados por avanços tecnológicos significativos. Houve nesse tempo aumento tanto da produção de benzeno como de seu emprego como matéria-prima, mas nunca houve redução no valor nominal do VRT, reforçando que este parâmetro não impôs burocracia excessiva e muito menos que inviabilizasse a produção, lucratividade e desenvolvimento estratégico do país.
Atualmente, a luta pela manutenção do VRT enfrenta um cenário crítico de retrocesso normativo, com propostas governamentais que visam substituir esse parâmetro pelo Limite de Exposição Ocupacional (LEO), um padrão desenhado por agências internacionais influenciadas por lobbies industriais globais, o que na prática tornaria a fiscalização menos rigorosa e mais tolerante ao risco. Ou ainda, a substituição do VRT por suposto Valor de Referência (VR), cujo significado toxicológico é representar a concentração de uma substância encontrada naturalmente em pessoas que não estão expostas a ela no trabalho. Um VR serve para estabelecer os níveis basais da substância na população urbana, concentrações esperadas porque todos nós temos um pouco, devido à alimentação ou poluição urbana. VR caracteriza um intervalo de concentrações esperadas para quem não manipula essas substâncias.
Instituições científicas de prestígio e órgãos de defesa têm se mobilizado intensamente, para alertar que essa mudança ameaça a saúde de mais de 7,3 milhões de trabalhadores. A resistência atual foca em impedir que a revisão da NR-9 e da NR-15 desmonte o Acordo Nacional do Benzeno, um patrimônio histórico da segurança do trabalho que prioriza a integridade humana sobre o lucro imediato.
A manutenção do VRT é uma questão de vida ou morte para milhões de brasileiros, pois o benzeno é um carcinogênico comprovado para o qual não existe nível de exposição seguro. A extinção do VRT-Benzeno na regulamentação brasileira não é apenas uma mudança de sigla, ou um erro semântico, mas a derrubada da última barreira de proteção entre o lucro industrial e a saúde pública. Substituir o conceito do VRT por um limite de tolerância permissivo é ignorar décadas de avanços na saúde pública e condenar brasileiros ao risco de leucemias e outras doenças hematológicas graves em nome da redução de custos operacionais.
O Brasil possui uma das legislações mais avançadas do mundo para o benzeno justamente por ter criado o VRT, um modelo tripartite. Soberania também é respeitar os pactos sociais internos. O Acordo Nacional do Benzeno é um marco histórico da democracia brasileira.
CERRADO: SABERES TRADICIONAIS E SAÚDE COMUNITÁRIA
Outras linguagens
1 FIOCRUZ
2 MDA
Processo de escolha do tema e de produção da obra
A escolha do tema nasce da urgência em documentar as relações entre saúde e ambiente no contexto de degradação do Cerrado e de resistência de seus povos e comunidades tradicionais. Em um processo dialógico guiado pela abordagem etnográfica, o documentário traz a visão de mundo de quem maneja a terra, transformando o documentário em um dispositivo de registro de um patrimônio imaterial ameaçado pelo avanço da fronteira agrícola.
Objetivos
O documentário visa valorizar a sociobiodiversidade e os saberes do Cerrado a partir das vozes de quem o habita e protege. Busca demonstrar a relação entre a saúde ambiental e humana, destacando o papel de agroextrativistas e comunidades quilombolas como guardiões dos biomas. Promove reflexão crítica sobre efeitos da medicalização e desmatamento na cultura local, defendendo políticas públicas de saúde construídas a partir das especificidades territoriais.
Ano e local da produção
Cavalcante (GO), 2024
Descrição da produção
O documentário adota perspectiva etnográfica e participativa, estruturada a partir da vivência direta no território de Cavalcante (GO). A narrativa é construída de forma orgânica: enquanto caminham pelo bioma, Dona Cecília e Dona Maria identificam plantas medicinais nativas do cerrado, como sambaíba, arniquinha, tingui, cansanção, copaiba e negramina, e explicam seus usos no cuidado da própria saúde, de suas famílias e comunidades. A partir daí, a obra estabelece a conexão entre o bioma e o bem-viver e articula diferentes camadas de conhecimento, promovendo o diálogo entre saber popular e sistema de saúde, com o depoimento de um farmacêutico da Atenção Básica e um Agente Comunitário de Saúde do território quilombola Kalunga, que oferecem uma análise crítica sobre os impactos da medicalização na cultura local. A pesquisadora da UnB Kátia Poças costura os dois universos defendendo o desenvolvimento de políticas públicas a partir dos territórios. O resultado é um mosaico audiovisual que denuncia as pressões do desmatamento e do agronegócio, reafirmando o papel das comunidades tradicionais como guardiãs da saúde e do planeta.
Análise crítica da obra relacionada ao tema do congresso
O documentário materializa a luta contra o colapso ecológico, tema central do 3º SIBSA, ao evidenciar que a saúde coletiva é indissociável da soberania territorial. Sob a lente de Nego Bispo (2023), a obra apresenta o saber das mestras agroextrativistas como resistência contra-colonial à expropriação da natureza. Essa dinâmica expõe os determinantes sociais da saúde (OMS, 2008), revelando que a degradação ambiental é uma violência direta contra as práticas tradicionais de cuidado à saúde. A obra valida a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (BRASIL, 2006) como instrumento de autonomia para o uso seguro de plantas medicinais, confrontando a lógica higienista da medicalização e do agronegócio, que desterritorializam povos, saberes e práticas tradicionais. Ao defender o direito ao território como espaço de saúde e bem-viver, o filme ressoa a "indignação esperançada" de Casaldáliga (1968): uma denúncia radical das raízes da crise ambiental que não abdica da esperança ativa. Fortalece a defesa de um SUS público e integral, comprometido com a justiça socioambiental e a proteção da vida em todas as suas formas.
Referências
BRASIL. Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, DF, 2006.
BRASIL. Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Brasília, DF, 2007.
CASALDÁLIGA, Pedro. Indignação esperançada. Mato Grosso, 1968. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE COLETIVA. 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente. Cuiabá: Abrasco, 2026.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Comissão sobre Determinantes Sociais da Saúde: relatório final. Genebra: OMS, 2008.
SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora, 2023.
MERGULHAR NO CHÃO
Outras linguagens
1 Ministério da Saúde
2 PPGPSI/UFRN
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Localizado no município de Parnamirim (RN), o Cajueiro de Pirangi é considerado o maior cajueiro do mundo. Considera-se que o seu extenso tamanho é explicado por um fenômeno botânico, conhecido como “mergulhia natural”, responsável por enraizar os galhos que tocam o chão, tornando-os novos pontos de crescimento. A repetição contínua desse movimento tornou o Cajueiro de Pirangi uma árvore com crescimento predominantemente horizontal, com múltiplos centros de sustentação, que subvertem o modelo tradicional e vertical de crescimento arbóreo. A pergunta é: que provocações político-(po)ético-epistêmicas a subversão genética do Cajueiro de Pirangi pode oferecer para uma reflexão crítica e decolonial sobre os modos de enfrentamento das atuais crises socioambientais?
Objetivos
Apresentar um vídeo-poema que, por meio de um pensamento a partir do chão, provoque o olhar sobre os modos descentralizados de produzir saberes, construir fazeres e estabelecer alianças políticas para a promoção da justiça ambiental em um mundo em colapso eticológico.
Ano e local da produção
Ano: 2026. Local da produção: Brasília (DF) e Parnamirim (RN).
Descrição da produção
Vídeo-Poema com 5min de duração, contendo imagens do Cajueiro de Pirangi e um poema de verso livre, recitado ao fundo, acompanhado de uma trilha sonora instrumental.
Análise crítica da obra relacionada ao tema do congresso
Análise crítica da obra relacionada ao tema do congresso: O Cajueiro de Pirangi é apresentado nesta obra como manifestação de uma abordagem decolonial da construção do conhecimento e da ação política em territórios atravessados pelas crises que o sistema de monocultura produz. Ao mergulhar no chão, enraizar e crescer horizontalmente, os galhos desse cajueiro nos apresentam uma postura ética com os territórios, agenciando sentidos no emaranhado múltiplo de suas conexões, subvertendo o seu destino. Na busca por investigar teoricamente esse modo de composição, propomos no vídeo-poema uma bricolagem (LÉVI-STRAUSS, 1962), que toma o cajueiro como exemplo de objeto articulado em relações diversas, em sistemas abertos, inacabados e cambiáveis. Nessa relação criativa com a rede viva em que o cajueiro se produz, a construção do saber não se estabelece a partir de uma exterioridade segura, supostamente amparadora de modos científicos e neutros. Nos aproximamos dessa árvore como das abelhas, como das castanhas, como dos cajus e formigas, abertos ao contágio, curiosos pelo conhecimento que esse encontro reserva, na oferta que se faz de um chão para que pisemos. Desse modo, fazemos rizoma (DELEUZE & GUATTARI, 2014) com o cajueiro, na medida em que seus galhos diversos e dispersos criam agenciamentos, provocam o tronco e questionam a sua objetividade universalista ao situar o conhecimento no chão (HARAWAY, 2009). Queremos lançar os olhos para a potência transformadora que é “fazer-mundo” (FERDINANDI, 2022) com os outros, correndo os galhos para longe de si, partilhando saberes e intercambiando pontos de vista, certos de que algo de muito radical há de se apresentar.
RELATO AUDIOVISUAL COMO FERRAMENTA PARA A PROMOÇÃO EMANCIPATÓRIA DA SAÚDE E DEFESA DE BIOMAS AMEAÇADOS
Outras linguagens
1 Neepes/ENSP/Fiocruz e PPGP/Instituto de Psicologia/UFAL
2 Núcleo Ecologias e Encontros de Saberes para a Promoção Emancipatória da Saúde/ENSP/Fiocruz
3 Neepes/ENSP/Fiocruz
4 Coletivo Audiovisual Indígena Ororubá Filme
5 Produtora dígena Olhar da Alma Filmes
6 Coletivo Audiovisual Indígena Ororubá
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Trata-se de um curta-metragem em formato de relato audiovisual, construído colaborativamente ao longo do processo investigativo com três coletivos audiovisuais indígenas. A produção teve como marco a Oficina de abertura do projeto "Cultivo do alimento e o manejo da floresta no território indígena: Interculturalidades e Ecologias de Saberes para uma Promoção Emancipatória da Saúde", realizada no Rio de Janeiro em 2023. O curta é fruto de uma das frentes de atuação do projeto, dedicada à produção co-labor-ativa de audiovisuais com coletivos dos próprios territórios — o Ororubá Filmes (PE) e o Tingui Filmes (AL) e a produtora Olhar da Alma Filmes (PE)
O produto se relaciona diretamente com o tema do simpósio ao abordar a determinação socioambiental da saúde a partir da perspectiva dos povos indígenas e sua relação com o cultivo do alimento e manejo da floresta.
Objetivos
O objetivo é promover reflexões teórico-metodológicas, avançando na dimensão epistemológica da cocriação audiovisual como constituinte da produção de conhecimentos, assim como construir formas mais participativas e engajadas de comunicação ao longo da pesquisa em seus processos produção e circulação
Ano e local da produção
2023 na cidade do Rio de Janeiro
Descrição da produção
Este relato audiovisual expressa uma cocriação entre um grupo acadêmico Neepes (ENSP/Fiocruz) e coletivos audiovisuais indígenas, Tingui Filmes (AL), Ororubá Filmes (PE) e Olhar da Alma Filmes (PE). A proposta foi registrar e criar sínteses sobre as discussões da Oficina de abertura do projeto “A promoção emancipatória da saúde, o cultivo do alimento e o manejo da floresta em Territórios Indígenas para defesa de biomas ameaçados”.
Análise crítica da obra relacionada ao tema do congresso
Adotamos uma abordagem sensível e crítica da divulgação científica, pois nosso objetivo não é apenas disseminar resultados, mas construir formas mais participativas e engajadas de comunicação ao longo da pesquisa e em seus processos de circulação, tanto na academia quanto na sociedade. Neste contexto, os territórios e etnias integrantes dasta pesquisa são sujeitos efetivos na produção, circulação e apropriação dos conhecimentos e das lutas.
Realização: